Hoje eu não sou eu, sou todos!
Faço parte desta cidade furiosamente encantadora; deste país extraordinariamente enfadonho e deste mundo inexplicavelmente egoísta. Mas faço parte sobretudo, deste universo. E não há ideia mais consoladora do que esta. Que eu, os outros, a água e o Sol são átomos do mesmo todo, que vivem sobre a mesma lei, caminhando para o mesmo fim; fazendo desaparecer o peso angustiante do individualismo.
Há um descanso celeste nesta certeza de que se é parte deste pó inconsciente e apático que vai levado no vento ou na gota de água perdida na corrente.
terça-feira, maio 11
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