segunda-feira, abril 12

A mansão do terror

A casa era fria e velha, cheirava a mofo e tudo o que os meus olhos viam não era limpo há muito tempo.
-Acho que é bastante óbvio que não vive aqui ninguém! Podemos ir embora, o que procuramos não pode estar aqui. Além disso esta casa dá-me arrepios.
-Nem penses agora que conseguimos seguir uma pista até ao fim não vou desistir, se quiseres vai tu embora. Há anos que andamos atrás disto e agora que chegámos tão perto não podes querer voltar para trás...
E não ouvi mais nada dele, de repente um barulho no fundo das escadas captou a minha atenção, e depois o ranger da porta. Afinal, parece que me enganei, não estávamos sozinhos.
-Ouviste isto? O que foi isto?
-Calma, não precisas de ficar assim, foi só um barulho de algum animal, um gato ou um rato, estas casas abandonadas estão sempre cheias de animais.
Não sei porquê mas acho que isto é qualquer coisa mais que um animal.
-Achas mesmo que é só um animal, não estou convencida!
-Tenho a certeza. Agora anda aqui, olha só o que eu encontrei. Então não te parece alguma coisa... pelo menos interessante?
-Não, nem sei o que é isso, até já nem sei o que estamos aqui a fazer, isto está a meter-me medo, todas as portas rangem e a cada segundo tenho mais a certeza de que não estamos sozinhos.


- Franciscaaaaaaaa? Vem pôr a mesa para jantarmos se faz favor...
Agora entendo que os escritores precisem de paz e sossego. De certeza que Charlote Brontë, Oscar Wilde e Fernando Pessoa não tinham que aturar isto...
Bem, mas mãe é mãe por isso vou mas é pôr a mesa antes que fique sem jantar!

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