Que bom que é chegar à janela e só ver o mar, abri-la e senti-lo de encontro ao corpo, a entrar pelos poros. Que bom que é ver apenas aquele azul sem fim, todos os dias diferente, todos os dias ali.
Que bom que é voltar a amar, sentir o coração aos saltos, não saber o que fazer, nem saber o que desejar. São muitos sentimentos ao mesmo tempo, que vêm sem aviso, nem permissão. Esta sensação estúpida de nunca estar bem onde estou, a menos que esteja ao pé de ti. O sorriso a espelhar o rosto, pondo a nu o sentimento da alma. A vontade de abraçar o mundo, esperando que o mundo sejas tu.
Que bom que é estar vivo para poder voltar a amar, mesmo que por agora, seja apenas amar o mar.
quinta-feira, abril 15
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